Quarta-feira, 22.05.13

Não desgosto de trabalhar à noite, mas uma noite na nossa caminha sabe sempre bem. Quer dizer...às vezes sabe bem. Esta minha noite de sono foi tudo menos tranquila e se eu disser que envolveu carneirinhos, certamente estão a pensar que não tinha sono e que passei a noite a fazer justiça ao velho ditado "contar carneirinhos". Neste caso afirmo que não os contei, mas que os ouvi e vi.

 

Ao lado do prédio onde moro existe uma quinta com vários animais desde patos, galinhas e OVELHAS. Pois, foram as ovelhas que destruíram a minha noite de sono e presumo que de todos os vizinhos (menos a do caseiro).

 

Eu e o maridão estávamos na cama há pouco tempo quando começamos a ouvir as ovelhas a fazer uma barulheira terrível. O nosso primeiro pensamento foi para algum ladrão de ovelhas. Vai dai, aqui a "Je" levanta-se e vai até a uma das janelas que dá directamente para a quinta e tive que esperar alguns minutos até os meus olhos se habituassem à escuridão e conseguir visualizar as ovelhas e o suposto ladrão. A muito custo consegui vê-las, mas não consegui visualizar nada estranho.

 

Voltei para acama, continuei a ouvi-las naquele berreiro ensurdecedor e como se não bastasse ouvia o maridão a barafustar que não o deixavam dormir. Lá adormeceu e eu acordadinha a pensar nas pobres "bichitos". Sim, porque alguma coisa estava a acontecer já que aquilo não era normal. Durante alguns períodos adormecia, mas sempre que voltava a acordar ouvia-as e lá voltava eu a ir à janela.

 

Na minha cabeça a ideia inicial do ladrão tinha desaparecido, passei a imaginar que alguma tivesse enfiado as patas na rede que serve de divisão da quinta ou pior que tivesse enfiado a cabeça na tal rede ou algo lhe tivesse caído em cima. Mais tarde ainda me lembrei que alguma pudesse estar a parir e que tivesse com dificuldade. Ainda estava presente na minha memoria a choradeira que tinha sido com esta situação  http://momentosdisparatados.blogs.sapo.pt/26500.html .

 

Uma coisa era certa, alguma estava em apuros e do caseiro nem sinal.

 

Cerca das 7 horas voltei à janela percebi o porquê do berreiro. Vi 3 ovelhas separadas por um muro. As duas irmãs estavam juntas e a mãe tinha-se aventurado e tinha caído para trás de um muro. Embora o muro não fosse muito alto a mãe não conseguia saltar. Ela ainda se colocava sobre as patas traseiras, mas sem sucesso. Estava explicado todo aquele berreiro. As pequeninas choravam pela mãe, a mãe chorava pelas filhas e eu chorava por não poder fazer nada.

 

Neste momento o silêncio paira por aqui, não que o problema esteja resolvido, mas acredito que por cansaço tanto a mãe como as pequenitas estão caladas.



publicado por momentosdisparatados às 09:11 | link do post | comentar | ver comentários (13) | favorito

Segunda-feira, 10.12.12

A felicidade ao abrir a janela do quarto depois de acordar e ver que tinha nascido mais uma ovelhita, nada tem a ver com aquilo que sinto neste momento.

 

O meu coração está apertadinho...pequenino...dói...

 

Não é novidade para alguns dos que me acompanham, aqui no estaminé que apesar de viver bem no meio da cidade a vista da minha janela dá para uma quinta com alguns animais.

 

Cá em casa já tínhamos conversado acerca da grande maioria das ovelhas andarem "gravidas". Eu achava que andavam gordas, mas o maridão dizia que aquilo não era apenas gordura...como sempre acertou.

 

Uma lagrimazita de felicidade ainda teimou a sair quando a vi. Acredito que tivesse nascido poucos minutos antes, pois ainda mal se punha em pé. Depois de várias tentativas, ali estava ela pronta a mamar. Quer dizer, ela bem tentava, mas nada de acertar nas "mamocas" da mãe.

 

Além de eu, no meu quinto andar também os caseiros da quinta observavam a cena.

 

Até ali, apesar da minha ansiedade em relação à pequenita não conseguir mamar eu estava feliz, mas quando vejo um dos caseiros ir até ao muro e trazer outra pequenita a minha felicidade aumentou.

 

 Infelizmente por pouco tempo.

 

A pequenita não se conseguia levantar...era muito mais pequena do que a irmã. Vê-la ali...estendida no chão fez com que o meu coração ficasse apertadinho.

 

 

Ali estive eu, no meu quinto andar com as lagrimas a correrem a torcer para que ela arranjasse forças para se pôr de pé...infelizmente e durante mais de uma hora não foi capaz de o fazer.

 

Se havia alturas em que eu achava que estava morta, outras esperneava e deixava-me com esperança de a conseguir ver andar.

 

Tive de me afastar da janela, para fazer o almoço e quando regressei já não vi nem as pequeninas nem a mãe.

 

Acredito que as tenham levado para o curral para a tentarem salvar.

 

Aqui estou eu com os olhos a arderem de tanto chorar...sim, sou uma piegas!



publicado por momentosdisparatados às 16:32 | link do post | comentar | ver comentários (14) | favorito

Quinta-feira, 09.02.12

Adorei abrir a janela e ver um sol magnifico...verificar que afinal não está frio e pensar que entretanto(mesmo que não seja verdade) o calor está por cá. 

Estou com energia, bem disposta e tranquila...imagens como estas fazem-me bem:

 

 

 

 

 

Apesar de viver numa das principais avenidas da cidade, num dos lados tenho esta magnifica vista. Uma quinta enorme com imensos animais.

Já nasceram os 3 primeiros filhotes de muitas ovelhas, isto a imaginar que será como o ano passado.

Brevemente(desejo que sim), as arvores estarão floridas, tudo estará verde e a"bicharada" multiplica-se.

E já que a dona estava bem disposta o Snoo resolveu brincar às escondidas.

Nada melhor do que a caixa do novo grelhador!

São coisas simples como estas que me fazem bem, que me fazem sorrir!

Ah, e já agora fiquem a saber que cá em casa já se procura destino para as ferias.

Que se lixe a crise!!!

 

Nota: Infelizmente e não sei porque apenas aparece metade das fotos, mas se clicarem em cima da foto ela vai ficar visivel na totalidade.

 

 


sinto-me
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publicado por momentosdisparatados às 12:32 | link do post | comentar | ver comentários (23) | favorito


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