Terça-feira, 07.01.14

A começar muito bem o ano....preciso de uma bruxa, mas daquelas muito boas!

Em dois dias foram 3 idas ao medico, muitas dores e vários medicamentos. Cada médico cada medicamento diferente, mas nada de preocupar já que são tão baratinhos. que até dá pena de pagar tão pouco...

 

 

Imagem retirada daqui http://www.canstockphoto.com.br/foto-imagens/doente.html#file_view.php?id=11042309

 

 



publicado por momentosdisparatados às 15:49 | link do post | comentar | ver comentários (14) | favorito

Sexta-feira, 08.11.13

Ontem foi um dia que não vou esquecer tão cedo, o dia da endoscopia.

Apesar de andar a tomar algo para estar tranquila a realidade é que na noite anterior não preguei olho. Por mais que não quisesse pensar naquilo, era o pensamento do tubo na goela que esteve sempre presente. Saí de casa a morrer de fome e a precisar da minha torradinha e do copo do leite, mas lá tive de ir com o estômago colado às costa. Fiz a Inscrição meia hora antes da hora do exame e naquela altura em que me sentei à espera deu-me vontade de esganar uma mocinha que estava a meu lado a roer bolachas. Certo que eu queria uma torrada, mas com a fome que estava até aquelas bolachas horrorosas marchavam. Como se não bastasse ainda tive de esperar hora e meia até ao doloroso exame. Sim, sim doloroso e desta vez falo com conhecimento de causa.

Tenho noção que sou uma piegas, que choro com facilidade e tenho dificuldade em controlar os nervos, mas que aquilo custou disso não tenho duvidas.

Quando a menina enfermeira me pediu para me deitar na maca já eu estava numa choradeira, festinha daqui, festinha dali lá me acalmei, mas depois quando vejo o tubo, ou melhor a mangueira (sim, porque pela dimensão aquilo parece mais uma mangueira para apagar incêndios) mais uma choradeira. Pede-me para abrir a boca e como vi a mangueira lá longe abria-a sem problemas. O pior veio depois, quando o sabor horrível do gel que colocou na minha boca começou a dar ar da sua graça. Bem, quem inventou aquela porcaria deve detestar pessoas e obriga-as a saborear algo intragável. Ainda sinto o sabor amargo. Ainda assim creio que o vinagre é um bocadito pior. Para quem não sabe, odeio vinagre e considero o pior cheiro que alguma vez cheirei e imagino que o sabor não seja melhor.

Ainda eu estava a lutar para que aquele sabor terrível desaparecesse chega a médica com a mangueira na mão e explica o que tenho de fazer. Segundo ela apenas tinha de respirara pela boca e pelo nariz e quando o tubinho (palavras dela) estivesse para passar a garganta apenas precisava de engolir. Facílimo...na teoria, porque na prática estava a sufocar. Não conseguia respirar e muito menos engolir. O exame demora cerca de dois ou três minutos, mas esse tempo pareceram-me horas.

Para resumir vou usar uma frase que um amigo uma vez disse (sobre o tal exame) " Fazer uma endoscopia ou morrer não deve de ser muito diferente".

Estou viva, é certo, mas o sabor horrível (ainda, que apenas na memoria), a dor na garganta, o lábio inchado, o trauma e a inflamação no duodeno ninguém me tira. 

Agora resta aguardar a consulta na médica de família para saber o que tenho de tomar e o que não posso comer.



publicado por momentosdisparatados às 07:05 | link do post | comentar | ver comentários (17) | favorito

Segunda-feira, 19.08.13

Recuso-me a ficar irritada e estragar o meu horroroso magnifico dia apenas por a médica ter dito na ultima consulta da filhota "este é o ultimo exame que falta fazer para fechar o processo e concluir que é apenas uma tiroidite" e agora diz-me que afinal faltava passar outro. Ora o novo exame é uma cintigrafia óssea ao corpo todo. Eu e a filhota a pensarmos que esta saga dos exames tinha acabado.

 

Quando foi fazer a cintigrafia à tiróide, optei por pagar 52 euros em vez dos 7.5 euros e assim não tivemos de faltar ao trabalho, nem pagar portagens, nem gasolina e nem tivemos de fazer 160 quilómetros. Parece-me que agora não tenho muita alternativa para evitar fazer os 160 quilómetros, uma vez que este exame custa apenas 95 Euros.

 

Vou-me irritar com isto?

 

Nem pensar!

 

Também poderia ficar irritada, com esta conversa:

 

-Dr.ª marquei uma consulta num ginecologista particular e gostaria de saber se a Drª passa as credenciais no caso de ele mandar fazer algum exame.

 

- Pode ir ao médico particular se quiser, mas eu não passo nenhuma credencial. Não estou para roubar o Estado. Tem planeamento familiar que pode usufruir sem pagar.

 

Esqueceu-se de dizer que demora 3 meses para se conseguir uma consulta (na melhor das hipóteses) e que os médicos que as fazem não são ginecologistas, mas apenas médicos de clinica geral.

 

Vou-me irritar com isto?

 

Nem pensar!

 

Mas se entretanto não começo a ter uma vida para além dos médicos, exames médicos e afins,  sou bem capaz de ficar irritada!



publicado por momentosdisparatados às 15:01 | link do post | comentar | ver comentários (9) | favorito

Quarta-feira, 29.05.13

A ansiedade, a organização e a planificação sempre estiveram presentes na minha vida, embora há uns meses a esta parte tenha melhorado um pouco. Não que eu tenha desistido de organizar e planificar o meu dia-a-dia, mas há bastante tempo que me sinto menos ansiosa quando as coisas não correm como as tinha imaginado.

 

Mas quando as coisas dizem respeito à saúde já é outra história, ainda mais sendo relacionado com as pessoas que mais amamos.

 

Há uma semanas fiz um post (http://momentosdisparatados.blogs.sapo.pt/35146.html )  onde dava conta da minha preocupação em relação à saúde da minha filha. Infelizmente a preocupação mantém-se já que os vários exames médicos não ajudaram a saber o que se passa realmente. A dor, embora muito menos intensa ainda continua a apoquenta-la e os valores de algumas análises não estão "normais". A médica acha que não deve ser nada de grave e os novos exames servem de despiste.

 

Apesar de não ser fácil, quero ter pensamento positivo.

 

Como se não bastasse este problema, o maridão numa brincadeira lesionou-se e está a fazer fisioterapia.

 

As férias estão à porta e se este poderia ser um motivo para me deixar relaxada é precisamente o contrário.

 

Depois de tudo reservado não sei se poderei viajar devido a estes dois problemas.

 

Agora digam-me se não tenho motivos para andar ansiosa?



publicado por momentosdisparatados às 23:26 | link do post | comentar | ver comentários (25) | favorito

Quarta-feira, 31.10.12

Como aqui http://momentosdisparatados.blogs.sapo.pt/24325.html  disse hoje fui a uma consulta de dermatologia no hospital.

Há bastante tempo notei que o sinal que tinha nas costas estava maior e com alguma rugosidade, além de por vezes me dar um ardor e comichão. Não dei importância ao caso, mas numa consulta de rotina e porque nessa altura sentia mais ardor comentei com a medica de família. Embora tenha achado que não seria nada preocupante marcou consulta no hospital (felizmente que a coisa agora é automática). Segundo ela demoraria uns meses e assim foi.

Ao activar a consulta quando cheguei tive logo uma surpresa...além dos 7,50 € ainda tinha uma divida de cerca de 17 €. De olhos bem arregalados para a maquineta vejo varias datas, de 1999, 2000, 2001 e .....

Perguntei ao Sr. voluntario que "raio" era aquilo. Segundo ele, eu teria ido ao hospital nessas alturas e não teria pago as taxas.

Mas como é que agora vou saber se fui ou não? 

E porque só passados estes anos todos é que me pedem?

Ah já sei...na altura o país era rico e agora está afundado, logo todos os cêntimos são preciosos.

Não paguei...vou aguardar.

Para ajudar a ficar mais bem disposta entro no consultório e encontro um medico com cara de poucos amigos. Confesso que tenho algumas duvidas que me tenha dito bom dia. Num gesto faz-me sinal para me sentar e quando lhe falo do sinal nas costas faz-me um gesto para levantar a camisola.

Estava impressionada com a simpatia daquele homem!

Finalmente diz-me mais do que duas palavras. "este sinal não tem problema, mas com este já tem de se preocupar."

Fiquei à espera que me informasse dos cuidados que deveria ter, como não disse acabei por lhe perguntar " Tenho de ter atenção à cor, forma e tamanho?"

Como resposta "sim".

Em menos de 5 minutos estava despachada e ao pé da porta quando me lembrei de lhe mostrar um sinal outro sinal que que fazia alguma impressão, especialmente quando a roupa passava nele.

" Esse não tem problema, mas se lhe faz impressão podemos retirar".

Ainda no consultório do médico, chega uma mulher que eu achei que era enfermeira, mas que depois confirmei que era medica e ele diz-lhe "é para retirar".

Ela, claro só lhe podia perguntar " "retirar o quê?"

 

 

 

 



publicado por momentosdisparatados às 13:59 | link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito

Terça-feira, 27.12.11

Não me recordo a primeira vez que o coração disparou, mas já
foi há muitos anos e de todas as vezes que me recordo, aconteceu sempre quando
faço o movimento para me baixar.

 

E também me recordo de que todas as vezes estava calma, sem
stress e sem ansiedade. Algumas vezes desaparece tão rapidamente como aparece e
por isso mesmo não costumo dar grande importância. Isto até há uns 6 anos atrás
em que o episódio durou mais de 3 horas e fui obrigada a ir ao hospital,
obrigada pelo meu marido, claro.

 

Nessa altura é que tive a noção que corria risco de vida,
pois os batimentos cardíacos estavam a 190. Sentia um cansaço terrível...pudera
a máquina estava a trabalhar feita louca.

 

Sai de lá medicada e com indicação para ir ao meu médico de
família fazer exames.

 

Fiz tudo, Ecocardiograma, prova de esforço,
electrocardiograma, holter e nada de se descobrir o que se passava.

 

Durante uns meses ainda tomei a medicação para ajudar a
trabalhar o coração de uma forma regular, depois claro sentia-me bem e aqui
menina deixou de os tomar.

 

Embora por vezes sentisse que o coração não trabalhava de
forma regular, não voltou a disparar, ou quando disparava voltava rapidamente
ao normal...até ontem.

 

Eu só pensava" Isto vai passar e se não passar depois
de acabar as higienes e dar o pequeno-almoço vou às urgência”. Pois estava
erradíssima, além de não abrandar ainda acelerou mais. Coitado do Sr. M. olhava
para mim e via que eu não estava bem.

 

 Quando a minha colega
veio dar-me um recado eu disse-lhe que não me estava a sentir bem. Mandou-me
logo deitar-me com as pernas elevadas. Ainda reclamei, mas acabei por" dar
a mão à palmatória". Tentei medir a tensão e nada de conseguir, achando eu
que seria do aparelho.

 

Mas estar deitada e ouvir a D. O. tocar à campainha e a
chamar" Oh meniiinas, meniiinas!" estava a dar comigo em doida.

 

Deu-me uma crise de choro de tal forma que soluçava sem
parar... Não podia pensar que as tinha de deixar sozinhas a trabalhar, quando
naquele dia em especial duas mãos faziam muita falta.

 

A minha colega queria chamar o meu marido, mas eu não deixei
e disse-lhe que ia eu a conduzir.

 

- Estás maluca ou o quê? A conduzir sozinha?

 

Eu não as queria prejudicar ainda mais ao irem-me levar e
quanto mais me lembrava mais chorava e mais o coração batia.

 

Quando passei na sala de refeição vários idosos já lá
estavam e claro ficaram aflitos quando me viram naquele estado.

 

Fui agarrada pela cozinheira e foi ela que me levou, mesmo
contra a minha vontade.

 

Segundo ela eu era mais importante que o peru que ainda
tinha de ir ao forno.

 

Teve que me prometer que me deixaria lá e que iria embora e
eu prometi que depois daria noticias.

 

Depois de explicar ao medico o que sentia, a custo pois o
choro era mais que muito foi-me medir a tensão e nada, tentou, tentou e nada
(afinal a maquina da Instituição não estava avariada).

 

Toca a ver a glicemia depois foi colocado o soro com
medicação e 2 comprimidos por baixo da língua, passado alguns minutos voltou a
medir e lembro-me de ver assim de relance, 18 e os batimento 200 e tal.

 

De início ainda me lembrava do trabalho que tinha deixado na
Instituição e da preparação para o jantar de Natal para os meus pais e para o
meu sogro, mas depois a preocupação passou a ser o meu estado. Estava assustada
e relembrei aquela injecção que me tinham dado da última vez que tinha vivido a
mesma situação. Foi assustador pois quando ma administraram achei que ia morrer
naquele momento. Senti o coração a apertar de tal maneira que achei que era o
fim. Afinal a finalidade era parar o coração para ele voltar a trabalhar
normalmente. Felizmente desta vez apesar de estar muito mais acelerado não foi
necessário aquela terrível injecção.

 

Depois de 3 frascos de medicação e ainda mais um comprimido
lá me deram alta, isto apesar do coraçãozito ainda bater 89.

 

Antes de sair o médico disse-me:

 

-Tem esta medicação para fazer durante dois meses e vai à
sua médica para ela passar exames específicos e agora vai para casa
descansar...

 

-Oh Doutor nem pense nisso, eu tenho de ir trabalhar...

 

-Trabalhar? Mas acha que está em condições para andar a
agarrar os velhos?

 

-Eu prometo que não vou fazer esforços, apenas vou ajudar a
dar o almoço e depois vou embora.

 

Sentia-me muito cansada e o peito doía tal era o esforço que
o coração tinha feito, mas jamais conseguia ir para casa e saber que que a
minha ajuda ia fazer alguma diferença (ainda que pouca).

 

Ajudei a dar o almoço, levantei as mesas, almocei com as
colegas e claro que só telefonei ao maridão quando já estava a almoçar.

 

Pois...como seria de esperar levei um ralhete, primeiro
porque devia ter telefonado para ir ter comigo às urgências, depois devia ter
ido para casa.

 

Felizmente com a ajuda do marido e da filha tudo foi feito e
tudo correu bem.

 

Quanto a mim, sinto-me um bocadito "drogadita",
mas agora é para fazer tudo certinho e direitinho, pois não estou com vontade
de sair deste mundo!

 

 Ah, e claro já hoje
fui trabalhar...felizmente os velhotes portaram-se bem e deram uma noite
tranquila.



publicado por momentosdisparatados às 10:12 | link do post | comentar | ver comentários (31) | favorito


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