Segunda-feira, 17.06.13

Estou de partida, mas não podia deixar de passar por aqui e desejar-vos uma óptima semana.

 

Vou estar ausente durante uma semana na Tunísia.

 

Confesso que o meu entusiasmo não é muito e a minha preocupação com a filhota mantem-se.

 

O resultado das últimas analises demoraram a chegar. Durante 3 dias passei na analista para saber se tinham chegado. Agora sei que o atraso deveu-se à repetição de uma das análises.

 

Depois de ter aberto o envelope e não hesitei nem um bocadinho quando vi o resultado. O valor da análise à tiróide está elevadíssimo. Dirigi-me para o centro de saúde e apesar da médica já não ter vagas acabou por as ver.

 

Apesar de estar a fazer um esforço enorme, as lagrimas saltaram. Este stress e ansiedade vêm -se acomodando há alguns meses.

 

Contei à médica que tinha uma viagem marcada, mas se me dissesse que o problema dela era grave desistia da viagem. Tentou tranquilizar-me e disse-me que não ia resolver nada estando assim, que não era nada de grave e que dia 24 teria nova consulta para ver o que se seguia.

 

Vou com a consciência pesada e com a sensação de que estou a falhar como mãe. Aquele sentimento de que não tenho o direito de me divertir enquanto não souber o que se passa não me deixa...

 

As pesquisas na Internet também não têm ajudado e têm-me deixado assustada.

 

Aparentemente está óptima e a única queixa embora esporádica é em relação à dor no pescoço.

 

Tenho de pensar "o que tiver de ser será".

 



publicado por momentosdisparatados às 08:14 | link do post | comentar | ver comentários (24) | favorito

Quarta-feira, 29.05.13

A ansiedade, a organização e a planificação sempre estiveram presentes na minha vida, embora há uns meses a esta parte tenha melhorado um pouco. Não que eu tenha desistido de organizar e planificar o meu dia-a-dia, mas há bastante tempo que me sinto menos ansiosa quando as coisas não correm como as tinha imaginado.

 

Mas quando as coisas dizem respeito à saúde já é outra história, ainda mais sendo relacionado com as pessoas que mais amamos.

 

Há uma semanas fiz um post (http://momentosdisparatados.blogs.sapo.pt/35146.html )  onde dava conta da minha preocupação em relação à saúde da minha filha. Infelizmente a preocupação mantém-se já que os vários exames médicos não ajudaram a saber o que se passa realmente. A dor, embora muito menos intensa ainda continua a apoquenta-la e os valores de algumas análises não estão "normais". A médica acha que não deve ser nada de grave e os novos exames servem de despiste.

 

Apesar de não ser fácil, quero ter pensamento positivo.

 

Como se não bastasse este problema, o maridão numa brincadeira lesionou-se e está a fazer fisioterapia.

 

As férias estão à porta e se este poderia ser um motivo para me deixar relaxada é precisamente o contrário.

 

Depois de tudo reservado não sei se poderei viajar devido a estes dois problemas.

 

Agora digam-me se não tenho motivos para andar ansiosa?



publicado por momentosdisparatados às 23:26 | link do post | comentar | ver comentários (25) | favorito

Quinta-feira, 02.05.13

Os filhos são um pedaço de nós...dói quando não estão bem e a angústia apodera-se quando não sabemos o que realmente se passa e se esse problema for relacionado com a saúde o coração fica ainda mais apertadinho.

 

É o que estou a sentir agora...

 

Quando há uns meses se queixou de dor no pescoço não dei importância, pois tudo indicava ser um torcicolo que passou rapidamente. Estes episódios aconteceram algumas vezes e tal como na primeira vez desapareciam ao outro dia. Preocupada fiquei quando cheguei a casa e a vejo sem poder mexer o pescoço, ainda mais estando inchado.

 

Fomos às urgências onde a médica diagnosticou um torcicolo. O tratamento foi uma injecção, 8 comprimidos por dia, uma pomada e descanso.

 

A única coisa que ela não pode cumprir foi na questão do descanso, pois estando a trabalhar como temporária sabia que faltando ao trabalho alguém a iria substituir e perderia o lugar (infelizmente hoje é assim). Acabou por o perder, mas isso é outra história.

 

Mesmo com o tratamento e com o descanso a dor apesar de menos forte não passou e ainda passou para o ombro e braço. Visto não estar melhor decido marcar consulta na médica de família. Confesso que estava apreensiva quanto a apesar as cadenciais para fazer exames. Actualmente os médicos muitas vezes evitam de criar despesas ao Governo.

 

Passou RX, ecografias, análises e electrocardiograma. Segundo ela poderá ser inflamação nos ligamentos do pescoço e apesar de lhe dizer que à avó paterna foi-lhe diagnosticado um tumor na tiróide, tranquilizou-me.

 

Hoje começa os exames médicos e o meu coração continua apertadinho e apesar de tentar não pensar muito no assunto sei que vou andar assim até saber que está tudo bem.

 



publicado por momentosdisparatados às 08:47 | link do post | comentar | ver comentários (20) | favorito

Sexta-feira, 15.03.13

Quando a minha filha era pequenita, a minha mãe dizia muita vez "filhos criados trabalhos redobrados", na altura achava aquilo paleio de velhos.

 

Como eu estava enganada...redondamente enganada.

 

Costuma-se dizer e isso também sai da minha boca muitas vezes que ser-se pais não é fácil e não trás instruções, mas pensando bem até somos avisados pelas pessoas mais velhas das "dores de cabeça" que vêm com a chegada de um filho.

 

Não, não estou arrependida de ser mãe, mas nas últimas semanas tenho andado ansiosa, nervosa, preocupada e em parte deve-se à minha filha. Ou melhor à insegurança do futuro da minha filha.

 

Como se pode pensar em futuro quando se trabalha como temporária?

 

Embora os contratados ou efectivos também não estejam seguros, mas sempre têm uma esperançazita maior.

 

Desde que acabou o 12º ano e decidiu não continuar os estudos, muitos currículos foram enviados, muitas inscrições foram feitas nas Empresas de trabalho temporário, no Centro de Emprego e várias candidaturas enviadas.

 

Foram meses de desânimo em que nunca era chamada, até que através de uma pessoa conhecida e depois de fazer testes consegue trabalho. A alegria foi enorme e apesar de não ter experiência nenhuma adaptou-se bem ao trabalho, ao ambiente fabril e aos turnos. Passadas 3 semanas, a empresa de trabalho temporário diz-lhe que no dia seguinte seria o ultimo dia.

 

As encomendas tinham diminuído e como seria de esperar os temporários vieram embora. Passada uma semanita voltam a chama-la e passado uns dias volta novamente para casa. Esta situação verificou-me mais algumas vezes até que a empresa foi "obrigada a dispensar trabalhadores também com contracto. Como boa portuguesa, tento ver o lado bom da coisa "pelo menos ainda trabalhou cerca de 6 meses no ano anterior".

 

Depois dessa empresa já trabalhou em várias...sempre temporariamente. Umas vezes dias, outras semanas...

 

Senão conhecesse a realidade do país, se não conhecesse vários casos e se não a chamassem várias vezes para a mesma empresa diria que o problema era dela, mas é uma realidade cada vez mais "normal" de todas as idades e em todos os empregos.

 

E perguntam vocês o que tem isto a ver com ser-se pais?

 

Lembram-se quando os filhos andavam na escola e faziam testes ou faziam alguma actividade nova em que o vosso coração ficava apertadinho de ansiedade?

 

Pois é exactamente assim que me sinto diariamente.

 

Cada dia que ela chega do trabalho olho para o seu rosto à procura de indícios se continua empregada, tal e qual quando chegava da escola e olhava à procura de sinais que as coisas tinham corrido bem...



publicado por momentosdisparatados às 10:02 | link do post | comentar | ver comentários (14) | favorito

Sábado, 16.02.13

Hoje em conversa com uma amiga falávamos de filhos, de como não é fácil ser-se pais, de como "controlar" os filhos e que quantidade de liberdade se deveria dar.

 

Esta conversa trouxe-me à memória duas situações: algumas discussões que tive com o meu ex. marido eram relacionadas com a "muita liberdade" que eu dava à nossa filha e um triste acontecimento relacionado com a falta de liberdade que dava à enteada.

 

Se antes do divórcio as nossas discussões eram diárias e muitas vezes relacionadas com a nossa filha, claro que depois do divórcio as discussões, ou melhor os nossos pontos de vista não se alteraram. Felizmente que depois do divorcio conseguíamos ter conversas cordiais e civilizadas, embora os pontos de vista fossem completamente opostos.

 

Sempre tive a convicção de que fazia pior não ter NENHUMA liberdade do que ter demasiado.

 

Quando nos divorciamos a filhota tinha cerca de 7 anos e fui-lhe dando a liberdade consoante via que a podia dar e que a merecia. Sempre tivemos muita ligação, talvez o autoritarismo do pai tenha facilitado esta forte ligação. Com cerca de 15 anos começou a pedir para sair com as amigas à noite. Na altura eu já tinha refeito a minha vida com outra pessoa e claro que conversámos sobre estas saídas. Tivemos a mesma opinião e não víamos problema em de vez em quando ela sair com as amigas, ainda mais sendo o local escolhido, o sítio que eu e o meu marido frequentávamos. Não andava "em cima “dela, mas por vezes "deitava o olho". Depois veio a fase das discotecas. Estas saídas deixavam-me mais com o coração apertadinho, mas ela estava a crescer e eu continuava a confiar nela e nunca tinha tido problemas. E uma das coisas que também me tranquilizava era o diálogo, tanto comigo como com o meu marido não havia problemas de falar fosse do que fosse. Nestas saídas umas vezes eu ia leva-la com as amigas, outras eram os outros pais. Claro que havia hora de chegar...mais coisa menos coisa.

 

O pai era completamente contra estas saídas e eu era uma irresponsável que não sabia dar-lhe educação e mais, chegou a dizer-me que o dever de um pai é dificultar ao máximo a vida aos filhos para que eles soubessem que a vida não era fácil.

 

Ora aqui a "Je" não concordava nada e dizia-lhe "Eu dou-lhe a liberdade que ela merece e quando lhe aparecerem as dificuldades da vida ela irá certamente saber lidar com elas e se não souber estarei aqui para a ajudar".

 

Algumas vezes, ele dava-me exemplos de como educava a enteada (cerca de 1 ano mais nova que a minha filha), achando ele que mudaria de opinião e em vez disso arrepiava-me com alguns desses exemplos.

 

Por vezes cá em casa comentávamos essa tal educação, rígida e exagerada e a opinião de nós os 3 era que um dia a miúda faria um disparate.

 

Infelizmente assim foi...saiu de casa logo a seguir a fazer 18 anos e durante várias semanas não souberam dela.

 

Eu muitas vezes deitava-me na minha cama e em vez de dormir pensava na miúda (sou mãe!), onde estaria, como estaria, se tinha comida, se tinha frio...

 

Não fiquei feliz com esta situação, até poderia pois, tanta vez lhe disse que não dar liberdade era muito pior do que dar, mas não faz parte de mim ficar feliz com as desgraças dos outros.

 

Gostaria de dizer que esta infeliz história serviu para melhorar a relação dele com a nossa filha, que serviu para ele ter orgulho na nossa filha e que serviu para admitir que eu até à data dei a melhor educação à nossa filha, mas infelizmente...tudo na mesma.

Ser pais não é fácil e não trás instruções, mas rigidez a mais não faz bem.

 

 

 

 



publicado por momentosdisparatados às 14:50 | link do post | comentar | ver comentários (15) | favorito


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