Domingo, 12.05.13

Sobre este assunto http://momentosdisparatados.blogs.sapo.pt/35146.html 

ando mais descansada, embora a dor ainda não tenha passado totalmente. Os exames médicos foram feitos e apesar de não ser médica acabei por os abrir e ler os relatórios. Aparentemente não é nada de grave e é bem capaz de ser, como a médica tinha suspeitado, uma inflamação nos ligamentos do pescoço.

 

Com eles no meu poder decidi marcar consulta e embora soubesse que conseguir era uma era uma questão de sorte e de muito stress, nunca imaginei que iria sair de lá capaz de esmurrar alguém.

 

Cheguei cerca das 7 horas e apesar de ser já a 10 pessoa resolvi ficar, pois poderia haver desistências.

 

Numa determinada altura chegou uma mulher que perguntou quem era a ultima pessoa, como a última não respondeu (com a barulheira que estava era fácil não ouvir) eu dirigi-me a ela e disse-lhe que estava uma senhora antes dela. A mulher passou o resto do tempo a dizer "não respondem, é como não tivessem cá e eu passo à frente."

 

Imaginei que iria haver discussão quando chegasse a vez dela e da outra, mas como quando chegou à minha vez já não havia possibilidade da funcionária marcar consulta a coisa acalmou.

 

Resolvi ficar à espera da médica para lhe pedir se haveria possibilidade de consultar a minha filha, assim como a tal fulana refilona.

 

Eram cerca das 8.15h, como tal sentei-me na sala de espera que era mesmo ao lado do consultório...supostamente a medica viria próximo das 9 horas. A tal fulana acompanhada pelo filho saiu para a rua. Tinha passado uns 10 minutos quando decidi que devia de esperar a médica à porta do consultório.

 

Acreditem que me ia dando um fanico quando vejo a tal fulana no meio do corredor a falar com a médica e pior fiquei quando a médica a manda entrar no consultório. Senti os nervos a apoderarem-se de mim...por breves segundos fiquei sem saber se haveria de invadir o consultório ou não. Optei por não o fazer, pois ainda tinha esperança que a médica marcasse consulta.

 

Olhei para o filho da fulana nojenta (confesso que nojenta era a palavra mais simpática que me passava pela cabeça) e digo-lhe:

 

-A sua mãe deve de ser uma pessoa correctíssima para passar à minha frente?

 

Notei o seu constrangimento quando lhe fiz a pergunta e apenas olhou para mim e baixou os olhos. Eu continuei a reclamar, embora num tom calmo e baixo (sabe Deus o esforço que eu estava a fazer):

 

-Eu jamais faria o que ela fez, sabendo que tinha uma pessoa à minha frente. Uma pessoa honesta chamaria a outra. Realmente, já diz o ditado que o mundo é dos espertos e eu fui burra, muito burra.

 

Entretanto a fulana nojenta saiu do consultório, assim como a médica e naquela altura embora tivesse vontade de me atirar ao pescoço da nojenta dirigi-me à médica e perguntei-lhe se havia possibilidade de marcar consulta para poder ver os exames da minha filha. A resposta não foi a que eu gostaria e nem me dei ao trabalho de insistir já que na minha cabeça me imaginava a chamar tudo menos santa à fulana nojenta. Saí a correr e no meio da sala de espera, repleta de gente digo-lhe:

 

-Não tem vergonha de ter passado à minha frente, sabendo que estou aqui desde as 7 horas?

 

-Vergonha?

 

-Sim vergonha...eu sabendo que a médica tinha chegado iria chamar a pessoa que estava antes de mim...

 

-Não tenho de chamar ninguém. Não ficasse sentada e fosse para a porta do consultório como eu fui.

 

Naquela altura senti que ia perder o controlo e que além de lhe chamar tudo ia atirar-me a ela, apenas quando olhei para as muitas pessoas que estavam a assistir à cena é que consegui evitar o impulso. Por breves segundos consegui visualizar o que iria acontecer se não me controlasse...ainda mais a esquadra da policia é em frente ao posto médico.

 

Por um lado estou aliviada da coisa não ter descambado, mas por outro lado...custou-me e ainda custa saber que me "passaram a perna"!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por momentosdisparatados às 17:07 | link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito

Terça-feira, 27.12.11

Não me recordo a primeira vez que o coração disparou, mas já
foi há muitos anos e de todas as vezes que me recordo, aconteceu sempre quando
faço o movimento para me baixar.

 

E também me recordo de que todas as vezes estava calma, sem
stress e sem ansiedade. Algumas vezes desaparece tão rapidamente como aparece e
por isso mesmo não costumo dar grande importância. Isto até há uns 6 anos atrás
em que o episódio durou mais de 3 horas e fui obrigada a ir ao hospital,
obrigada pelo meu marido, claro.

 

Nessa altura é que tive a noção que corria risco de vida,
pois os batimentos cardíacos estavam a 190. Sentia um cansaço terrível...pudera
a máquina estava a trabalhar feita louca.

 

Sai de lá medicada e com indicação para ir ao meu médico de
família fazer exames.

 

Fiz tudo, Ecocardiograma, prova de esforço,
electrocardiograma, holter e nada de se descobrir o que se passava.

 

Durante uns meses ainda tomei a medicação para ajudar a
trabalhar o coração de uma forma regular, depois claro sentia-me bem e aqui
menina deixou de os tomar.

 

Embora por vezes sentisse que o coração não trabalhava de
forma regular, não voltou a disparar, ou quando disparava voltava rapidamente
ao normal...até ontem.

 

Eu só pensava" Isto vai passar e se não passar depois
de acabar as higienes e dar o pequeno-almoço vou às urgência”. Pois estava
erradíssima, além de não abrandar ainda acelerou mais. Coitado do Sr. M. olhava
para mim e via que eu não estava bem.

 

 Quando a minha colega
veio dar-me um recado eu disse-lhe que não me estava a sentir bem. Mandou-me
logo deitar-me com as pernas elevadas. Ainda reclamei, mas acabei por" dar
a mão à palmatória". Tentei medir a tensão e nada de conseguir, achando eu
que seria do aparelho.

 

Mas estar deitada e ouvir a D. O. tocar à campainha e a
chamar" Oh meniiinas, meniiinas!" estava a dar comigo em doida.

 

Deu-me uma crise de choro de tal forma que soluçava sem
parar... Não podia pensar que as tinha de deixar sozinhas a trabalhar, quando
naquele dia em especial duas mãos faziam muita falta.

 

A minha colega queria chamar o meu marido, mas eu não deixei
e disse-lhe que ia eu a conduzir.

 

- Estás maluca ou o quê? A conduzir sozinha?

 

Eu não as queria prejudicar ainda mais ao irem-me levar e
quanto mais me lembrava mais chorava e mais o coração batia.

 

Quando passei na sala de refeição vários idosos já lá
estavam e claro ficaram aflitos quando me viram naquele estado.

 

Fui agarrada pela cozinheira e foi ela que me levou, mesmo
contra a minha vontade.

 

Segundo ela eu era mais importante que o peru que ainda
tinha de ir ao forno.

 

Teve que me prometer que me deixaria lá e que iria embora e
eu prometi que depois daria noticias.

 

Depois de explicar ao medico o que sentia, a custo pois o
choro era mais que muito foi-me medir a tensão e nada, tentou, tentou e nada
(afinal a maquina da Instituição não estava avariada).

 

Toca a ver a glicemia depois foi colocado o soro com
medicação e 2 comprimidos por baixo da língua, passado alguns minutos voltou a
medir e lembro-me de ver assim de relance, 18 e os batimento 200 e tal.

 

De início ainda me lembrava do trabalho que tinha deixado na
Instituição e da preparação para o jantar de Natal para os meus pais e para o
meu sogro, mas depois a preocupação passou a ser o meu estado. Estava assustada
e relembrei aquela injecção que me tinham dado da última vez que tinha vivido a
mesma situação. Foi assustador pois quando ma administraram achei que ia morrer
naquele momento. Senti o coração a apertar de tal maneira que achei que era o
fim. Afinal a finalidade era parar o coração para ele voltar a trabalhar
normalmente. Felizmente desta vez apesar de estar muito mais acelerado não foi
necessário aquela terrível injecção.

 

Depois de 3 frascos de medicação e ainda mais um comprimido
lá me deram alta, isto apesar do coraçãozito ainda bater 89.

 

Antes de sair o médico disse-me:

 

-Tem esta medicação para fazer durante dois meses e vai à
sua médica para ela passar exames específicos e agora vai para casa
descansar...

 

-Oh Doutor nem pense nisso, eu tenho de ir trabalhar...

 

-Trabalhar? Mas acha que está em condições para andar a
agarrar os velhos?

 

-Eu prometo que não vou fazer esforços, apenas vou ajudar a
dar o almoço e depois vou embora.

 

Sentia-me muito cansada e o peito doía tal era o esforço que
o coração tinha feito, mas jamais conseguia ir para casa e saber que que a
minha ajuda ia fazer alguma diferença (ainda que pouca).

 

Ajudei a dar o almoço, levantei as mesas, almocei com as
colegas e claro que só telefonei ao maridão quando já estava a almoçar.

 

Pois...como seria de esperar levei um ralhete, primeiro
porque devia ter telefonado para ir ter comigo às urgências, depois devia ter
ido para casa.

 

Felizmente com a ajuda do marido e da filha tudo foi feito e
tudo correu bem.

 

Quanto a mim, sinto-me um bocadito "drogadita",
mas agora é para fazer tudo certinho e direitinho, pois não estou com vontade
de sair deste mundo!

 

 Ah, e claro já hoje
fui trabalhar...felizmente os velhotes portaram-se bem e deram uma noite
tranquila.



publicado por momentosdisparatados às 10:12 | link do post | comentar | ver comentários (31) | favorito


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