Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012

A minha relação com os dentistas é de puro pânico e claro que evito ao máximo visitá-los, apesar de saber que o tenho de fazer.

 

Uma das primeiras visitas que fiz, tinha uns 13 anos. O dentista, se é que era dentista exercia a sua profissão na aldeia. Creio que nessa altura todos os que o visitavam saiam de lá sem dentes, quer dizer sem o dente que doía. A mim foi o que aconteceu e foi uma experiência traumatizante.

 

Felizmente que os dentinhos, aqui da menina até têm sido bastante saudáveis.

 

Há uns anos voltei a ter de fazer uma visita ( felizmente não a esse)  porque acordei com a cara inchada. Por mais que quisesse escapar, não havia escapatória possível.

 

Era o dente do siso a fazer das dele. Teve de ser extraído...ainda me dói só de reviver a cena. Ok, não doeu, mas foi como se tivesse doido.

 

Ele ainda me tentou convencer a extrair o outro (felizmente só tinha dois e não os 4 que normalmente nascem), mas este só vai sair apenas quando me doer o que quer dizer que até pode ser que nunca seja necessário extrair.

 

Depois disto ainda voltei mais duas vezes, uma para fazer uma limpeza (coisa que odiei) e tratar um dente.

 

Os anos passaram até que comecei a ter uma dor num dos dentes quando comia, ainda que ligeira.

 

Um dia acordei e decidi que tinha de ir tratar dele. Não queria ter de lavar mais uma prótese dentária, ainda que provavelmente fosse daqui a muitos anos. Já me chega lavar umas dezenas diariamente, dos velhotes.

 

Marcada a consulta, rapidamente chegou o dia.

 

Como era a primeira vez que lá ia expliquei-lhe que tinha pânico de dentistas, de agulhas na boca, de brocas, de levar anestesia, de não levar anestesia e de que eu gostaria mesmo era levar uma anestesia geral (pelo menos a agulha não era espetada na gengiva) e só acordar quando estivesse tratado.

 

Tentou tranquilizar-me, mas...eu ainda equacionei varias vezes levantar-me da cadeira.

 

Tinha chegado a altura...esfregou a gengiva com algodão e passado uns segundos "pumba" uma picada. Bem, aquilo não era uma picada, aquilo foi como me tivessem esquartejado a boca.

 

Eu tremia, as lágrimas corriam, os olhos arregalados de pânico e ela a tranquilizar-me e a perguntar-me se eu estava bem.

 

Se eu estava bem?

 

A mulher só podia estar maluca...eu só não fugia, porque com a tremedeira em que eu me encontrava nem tinha força nas pernas para andar. Ainda conseguia imaginar a minha cara toda “borrada" de rímel.

 

Entre aguentar aquela tortura e ir para a rua naquele estado eu optei por ficar.

 

 Uma mulher tem de manter o "nível"!

 

Depois daqueles horas minutos aterradores tenho de confessar que afinal ela fez um bom trabalho.

 

Dia 7 lá vou eu novamente...se o filme vai ser o mesmo?

 

Ah, pois vais. Se assim não fosse que piada tinha?

 

 

 

 

 

 


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publicado por momentosdisparatados às 09:23 | link do post | comentar | favorito

6 comentários:
De golimix a 5 de Novembro de 2012 às 20:11


De momentosdisparatados a 6 de Novembro de 2012 às 21:37


De Rosinda a 5 de Novembro de 2012 às 20:11
achei graça! Julguei que só os homens tivessem medo do dentista... ó minha amiga... isso é sugestão, certo?
Beijinho
Rosinda


De momentosdisparatados a 6 de Novembro de 2012 às 21:39
Oh minha amiga isto é puro panico.
Por mais que queira descontrair é impossivel.
Esta semana aproxima-se mais uma ida...Oh Deus do Céu!
Beijinho


De Monóloga a 16 de Novembro de 2012 às 22:52
:)) o que eu ri a imaginar "os olhos arregalados de pânico"...
se fez um bom trabalho, tens que relaxar e confiar na médica... eu cá até fecho os olhos e confio... olhos fechadinhos do inicio ao fim, e a coisa assim corre bem...
beijinho e bom fds!


De momentosdisparatados a 26 de Novembro de 2012 às 23:23
Confiar na medica? ainda mais com uma agulha na mão?
Não me parece que seja possivel.
Beijinho


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