Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013

Ontem foi ida à inspecção com o carrito e como não podia deixar de ser aquilo era algo que me estava a deixar enervada. Não que achasse que ele estivesse com algum problema, mas o que me enervava era o acto em si. Considero-me bastante desenrascada, mas no que diz respeito a idas à oficina e idas à inspecção com ele deixa-me ansiosa.

Já tinha combinado com o maridão que ele iria comigo, embora eu tivesse tentado que ele fosse sozinho. Segundo ele e tenho de lhe dar razão eu teria de ir para ver que aquilo não era um "bicho papão". Eu dizia-lhe "Mas olha que és tu que o vais a conduzir e que fazes as coisas que eles mandarem".

-Mas qual é o problema de seres tu a sentares o rabo no carro e fazeres o que pedem?

-Tás maluco? Sou bem capaz de enfiar o carro no buraco!

Referia-me aquele túnel em que espreitam por baixo do carro.

Desde a semana passada que esperava pelo momento, mas o trabalho dele não lhe permitia sair mais cedo para ir comigo. Eu reclamava e dizia que em caso de eu ter de ir sozinha tratava dos papeis para o divorcio. Ele ria, mas o que é certo é que eu andava impossível de aturar. Ontem foi o dia em que conseguiu sair mais cedo e antes de arrancarmos pergunta-me novamente "tens a certeza que o carro está apto para ir?"

A resposta foi a mesma que tinha ditohá umas semanas "sim, está tudo a funcionar".

Pelo sim pelo não foi ver os cintos de segurança, as escovas para limpar os vidros, a agua para os lavar, o triangulo, o colete e as luzes.

Eu reclamava " É pá o carro está óptimo, vamos embora que aquilo não tarda a nada fecha".

-Ah, está óptimo? Então porque é que a luz de presença não acende?"

Resposta facil, embora não tenha sido verdadeira "se não dá é porque fundiu hoje".

Confesso que não tinha visto nada.

Lá fomos nós ao electricista. Eu bufava ao olhar para o relógio e ele dizia "se estiver fechado vais amanhã".

Estava capaz de o "comer".

15 Minutos antes de aquilo fechar lá estávamos nós no centro de inspecção. E como o meu era o único carro o senhor que fez a inspecção foi um porreiro simpático que nos fez rir com as suas histórias. Isto claro porque eu lhe confessei que me tinha recusado a ir sozinha. Segundo ele, eu não era caso único, muito pelo contrário, mas que os homens também proporcionam muitos momentos hilariantes. Uma das muitas histórias que contou vou com uma senhora que quando ele lhe pediu para ligar os 4 piscas ela responde-lhe " O meu carro não tem disso".

Ah, o meu carrito passou sem nenhuma anomalia.

 

 



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Quarta-feira, 27 de Novembro de 2013

A minha assiduidade aqui no estaminé tem sido muito pouca, já para não falar nos blogs por onde gosto de andar. Isto acontece não porque perdi o interesse, mas porque parece-me que o dia deixou de ter 24 horas e passou a ter bem menos. Acredito que o meu sofá tenha saudades minhas, como eu tenho dele e não é que não me deite nele, mas tenho saudades dos momentos diários que passava semi deitada a escrever no blog, a ler ou a desfrutar da companhia dos meus gatos e agora só me deito nele para dormir.

A formação "rouba-me" muito tempo, embora não esteja nada arrependida em tê-la iniciado. Apesar da grande maioria dos temas não ser novidade acabamos sempre por aprender ou relembrar algo. Estava um bocadito ansiosa (como sempre) para receber o teste, pois apesar de não ter corrido mal havia algumas respostas que não estava certa de serem as mais corretas. Afinal, aqui a moça não se portou mal e tirou 19,3 valores. Estou orgulhosa de mim.

Voltando há minha falta de tempo, ontem era dia de abancar no sofá, visto estar de folga. Pois era, mas não foi. De manhã fui ao médico mostrar os exames, incluindo aquele em que achei que ia morrer (endoscopia). Segundo as analises, ecografia e eletrocardiograma estou nova. Já o maldito exame refere inflamação do duodeno. Nada de grave e segundo a médica provavelmente este meu stress diário e constante foi um dos causadores. Seja como for, nada que não se trate, e aqui não me refiro ao stress que isto é coisa impossível de me largar, mas refiro-me à inflamação que será tratada com medicamentos.

Chegada a casa e prontinha para me deliciar com o conforto do meu sofá recebo um telefonema da minha mãe a informar que o meu velhote estava no hospital. Tinha caído de manhã e como não se sentia muito bem resolveu finalmente ir ao hospital. Digo finalmente porque apesar de ter a mania das doenças e ir muita vez ao médico na semana anterior a minha mãe contou-me um episódio que me deixou preocupada. Tinha ficado com dormência e sem força no braço esquerdo e no dia seguinte por breves segundos não conseguia articular as palavras, além da tensão arterial estar elevada. Eu só tive conhecimento dois dias depois e claro ralhei, barafustei e obriguei-o a ir ao médico de família, além de lhe recomendar a ida ao hospital mal tivesse algum dos sintomas. Não posso pegar nele e leva-lo, pois é autónomo e consciente. E pesar dos seus 75 anos faz uma vida completamente normal. Confesso que é muito mais fácil lidar com os utentes do Lar do que com os meus pais.

Quando o mandei ao médico de família achei que o dito cujo lhe iria mandar fazer exames e receitar algo para dilui o sangue. Não sou médica, mas pela experiência que tenho com os utentes do Lar e em conversas com as enfermeiras achei que esse seria o primeiro passo. Enganei-me e apenas lhe disse que se voltasse a acontecer para ir ao hospital.

Quando a minha mãe me telefonou já estavam no hospital e como sabia que eu tinha a consulta apenas me telefonou quando ele já tinha feito exames e aguardava os resultados. A minha vontade era ir para lá, mas a minha mãe disse que a tinham informado que o resultado da TAC demoraria umas horas. Acabei por ir ao curso, embora a cabeça estive fora dali e depois segui para o hospital. Impossível ficar à espera de notícia e ainda mais quando queria ser eu a falar com o médico. "Expulsei" a minha mãe e fiquei eu a acompanha-lo (não nos deixavam estar as duas com ele). Cerca de 1 hora depois é chamado para ter alta e é atendido por um médico atencioso, simpático e prestável. Daqueles que têm coração, como todos deviam de ter.

A TAC não acusou nada e agora tem vários exames para fazer e o tal medicamento para diluir o sangue. Segundo ele, os desequilíbrios poderão ser do ouvido interno. Quanto à dormência e dificuldade em falar provavelmente foi um AIT (ataque isquémico transitório).

Já disse ao meu pai que se o médico não lhe passar os exames pedidos pelo hospital sou eu que lá vou falar com ele.

E assim mais uma vez eu tive saudades do meu sofá e ele certamente teve de mim.



publicado por momentosdisparatados às 10:01 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Terça-feira, 19 de Novembro de 2013

Há dias em que me considero uma super mulher e nos últimos dois dias fui mesmo.

 

Juntar uma preparação de aniversário, um teste e cumprir o horário de trabalho fez-me correr tanto que parecia ter asas.

 

Tinha decidido fazer bacalhau com natas, pois daria para o fazer com antecedência e só o colocar no forno apenas uns minutos antes de comer. Assim fiz e às 7 horas de domingo coloquei as mãos na massa. Fiz 5 tabuleiros, pois costumo congelar utiliza-lo quando bem entender. Aproveitar estar na cozinha e fiz um bolo de maçã, um doce de 3 sabores e ainda uns tentáculos de potas no forno, para o almoço. Ainda fui às compras e quando cheguei agarrei-me aos livros já que o teste era no dia seguinte. Confesso que não me apetecia nada, mas tinha de tentar ficar com alguma matéria na cabeça. Eu juro que tentei, mas foi impossível concentra-me. Por um lado a minha pouca vontade de estar a estudar e depois o meu gato deu uma ajudinha. As folhas eram todas dele e o abusador ora tentava tirar-me a caneta ou rebolava nas folhas que eu tinha para estudar.

 

Depois do almoço fui trabalhar e quando sai às 22 horas lá fui agarra-me aos livros novamente. Não me parece ter resultado, pois quando me deitei tive a sensação de que o cérebro estava vazio.

 

No dia do aniversário fui trabalhar das 7 horas às 15.30H e numa corridinha fui até casa adiantar mais algumas coisas para o jantar. Às 17 horas estava no curso para fazer o teste e confesso que estava tão nervosa que não me lembrava de nada. Felizmente a coisa correu bem e apesar de ainda não saber a nota acredito que me safei bem. Finalmente volteia casa para comemorar o aniversário da filhota em família.

 

 

 

 



publicado por momentosdisparatados às 22:34 | link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito

Sexta-feira, 8 de Novembro de 2013

Ontem foi um dia que não vou esquecer tão cedo, o dia da endoscopia.

Apesar de andar a tomar algo para estar tranquila a realidade é que na noite anterior não preguei olho. Por mais que não quisesse pensar naquilo, era o pensamento do tubo na goela que esteve sempre presente. Saí de casa a morrer de fome e a precisar da minha torradinha e do copo do leite, mas lá tive de ir com o estômago colado às costa. Fiz a Inscrição meia hora antes da hora do exame e naquela altura em que me sentei à espera deu-me vontade de esganar uma mocinha que estava a meu lado a roer bolachas. Certo que eu queria uma torrada, mas com a fome que estava até aquelas bolachas horrorosas marchavam. Como se não bastasse ainda tive de esperar hora e meia até ao doloroso exame. Sim, sim doloroso e desta vez falo com conhecimento de causa.

Tenho noção que sou uma piegas, que choro com facilidade e tenho dificuldade em controlar os nervos, mas que aquilo custou disso não tenho duvidas.

Quando a menina enfermeira me pediu para me deitar na maca já eu estava numa choradeira, festinha daqui, festinha dali lá me acalmei, mas depois quando vejo o tubo, ou melhor a mangueira (sim, porque pela dimensão aquilo parece mais uma mangueira para apagar incêndios) mais uma choradeira. Pede-me para abrir a boca e como vi a mangueira lá longe abria-a sem problemas. O pior veio depois, quando o sabor horrível do gel que colocou na minha boca começou a dar ar da sua graça. Bem, quem inventou aquela porcaria deve detestar pessoas e obriga-as a saborear algo intragável. Ainda sinto o sabor amargo. Ainda assim creio que o vinagre é um bocadito pior. Para quem não sabe, odeio vinagre e considero o pior cheiro que alguma vez cheirei e imagino que o sabor não seja melhor.

Ainda eu estava a lutar para que aquele sabor terrível desaparecesse chega a médica com a mangueira na mão e explica o que tenho de fazer. Segundo ela apenas tinha de respirara pela boca e pelo nariz e quando o tubinho (palavras dela) estivesse para passar a garganta apenas precisava de engolir. Facílimo...na teoria, porque na prática estava a sufocar. Não conseguia respirar e muito menos engolir. O exame demora cerca de dois ou três minutos, mas esse tempo pareceram-me horas.

Para resumir vou usar uma frase que um amigo uma vez disse (sobre o tal exame) " Fazer uma endoscopia ou morrer não deve de ser muito diferente".

Estou viva, é certo, mas o sabor horrível (ainda, que apenas na memoria), a dor na garganta, o lábio inchado, o trauma e a inflamação no duodeno ninguém me tira. 

Agora resta aguardar a consulta na médica de família para saber o que tenho de tomar e o que não posso comer.



publicado por momentosdisparatados às 07:05 | link do post | comentar | ver comentários (17) | favorito

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