Terça-feira, 31 de Julho de 2012

Estas palavras foram trocadas entre mim e o meu pai:

 

-Oh, filha aqui o teu pai ontem fez um grande disparate...

 

-Então?

 

-Então não é que me enganei e entrei na auto-estrada?

 

Naquela altura o meu coração ficou apertadinho a imaginar o disparate.

 

-Não me vais dizer que voltaste para trás e vieste em sentido contrario?

 

- Isso não, mas andei, andei e não vi nada para tirar o ticket.

 

-Como não viste a máquina para tirar o ticket?

 

-Fiquei tão nervoso que já não via nada...

 

-Então e depois?

 

-Quando chegou à portagem não podia passar porque tinha cancela e quando pediu para introduzir o título eu não tinha. A rapariga estava sempre dizer a mesma coisa devia de estar a ver pela janela da casa ao lado.

 

Coitado dele e da minha mãe. Imagino as aflições que passaram. Para mais azar tinha de ser uma portagem sem funcionários.

 

- Oh, pai aquilo é uma gravação, não está lá nenhuma mulher. E depois o que aconteceu?

 

-A tua mãe saiu do carro e foi ter com um senhor para pedir ajuda e mandou-a a um edifício que estava ao lado que explicou o que tinha de fazer.

 

Segundo ele, depois de várias tentativas lá conseguiram fazer o pagamento e regressar a casa.

 

Conhecendo o meu pai, fiquei agradavelmente surpreendida por não ter dado meia volta e vir em sentido contrario.

 

Felizmente teve sangue frio para fazer tudo direitinho.

 

Ah, como castigo pagou 33 Euros em vez dos cerca de 3 Euros que deveria pagar.

Depois do susto ter passado ainda dá para rir. O meu pai diz que a culpa é da minha mãe que ia a olhar para o lado e claro que ela diz que a culpa é dele porque é um distraído.

 

   


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Sexta-feira, 27 de Julho de 2012

 

Apesar de a vida não ser perfeita (se assim não fosse que sabor teria?) vale a pena ser vivida.

 

Creio que todos nós já tivemos momentos menos bons...daqueles momentos em que achamos que não há solução, em que achamos que nunca vamos ser felizes, em que achamos que a nossa vida é a pior... Momentos em que até no surgiu a pergunta" não era melhor partir deste mundo?".

 

Não, não estou deprimida nem estou com problemas graves, apenas este tema surgiu porque conheci alguém que tentou acabar com a própria vida.

 

Marcou-me especialmente porque é uma jovem...uma jovem a quem provavelmente a vida deu muitas coisas más, mas que acima de tudo ainda não aprendeu a tirar partido do que de bom tem a vida.

 

Felizmente teve a sorte de alguém chegar a tempo para a salvar...está disposta a seguir em frente e ajudar outras pessoas com o mesmo problema.

 

A sua história está a ser contada aqui http://aminhavidaeosuicidio.blogs.sapo.pt


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Quinta-feira, 19 de Julho de 2012

 

  

 

Não me recordo de alguma vez aqui ter falado sobre fé,
igreja e Fátima, aliás sempre ouvi dizer que para se evitar discussões não se
deveria falar em religião, mas hoje...

 

Desde muito nova fui habituada a ir à missa, andei na
catequese, fiz a primeira comunhão e o Crisma...depois com a idade afastei-me.

 

Comecei a questionar tanta coisa, fazia perguntas à minha
mãe para as quais ela não me dava as respostas que eu gostava, nada do que me
ensinaram fazia sentido...amor, paz, bondade e caridade onde estavam?

 

Anos sem voltar à igreja, anos sem rezar, anos com as mesmas
dúvidas.

 

Claro que quando me sentia com os "calos
apertados" lá me lembrava de Deus e pedinchava ajuda.

 

Passaram anos até encontrar alguém que me fez
pensar...pensar na vida, pensar em algo superior, pensar que é com bondade que
se combate a maldade, pensar que o mundo não é perfeito, mas que o podemos
melhorar.

 

A minha profissão também me fez melhor pessoa, não que eu
seja perfeita, mas tornou-me mais compreensiva, mais tolerante, mais bondosa e
mais paciente.

 

Confesso que tenho dias em que estas qualidades parecem que
fugiram.

 

Nunca tinha ido a um retiro e quando me perguntaram se
poderia ir em trabalho não hesitei.

 

Os dois dias em Fátima foram passados com emoção e
introspecção.

 

Já não foi a primeira vez que lá fui, mas desta vez
teve outro significado...vi com "outros olhos", senti de outra forma.

 

Tocou-me ver tantos jovens de joelhos a pagarem promessas
(será da crise e da falta de trabalho?).

 

Acredito que para essas pessoas a fé seja enorme...via-se o
sofrimento no rosto. O sol não ajudava nada, aqueceu até perto dos 40º.

 

Estes dois dias apesar de cansativos valeram a pena.

 

Ah, e claro que ir com 7 idosos deu lugar a muitas peripécias!

 

 

 


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Segunda-feira, 9 de Julho de 2012

 

 

 

 

Não é hábito falar aqui do meu trabalho, mas não resisto de
contar como foi a ultima noite.

 

Eu e a minha colega íamos para a lavandaria quando vimos o
gatito bebé, da ultima ninhada.

 

Lindo e fofo...não fosse eu uma apaixonada por gatos{#emotions_dlg.inlove} .

 

A minha colega já andava com ideias de levar para casa um
gato, ora estava ali uma boa oportunidade.

 

A primeira ideia foi colocar no chão um pedaço de pão
embebido com leite à espera de ele vir comer. O espertalhão agarrou no pedaço
de pão e fugiu, isto depois de muitos avanços e recuos.

 

Segunda ideia: colocar uma taça com leite no corredor, abrir
a porta do salão que dá acesso ao corredor e quando o gatito estivesse a beber
uma de nós fechava a porta.

 

Resultou, apesar de ele ter ficado de tal forma assustado
que se atirava contra os vidros.

 

Depois de várias tentativas lá o consegui agarrar.

 

Se já estava apaixonada, mais fiquei quando ele sossegou no
meu colo.

 

Naquela altura a minha colega estava indecisa em relação a
levar o gato para casa. O medo dela tinha razão de ser, pois tem uma filhota
pequena e era bem possível que o gatito a presenteasse com alguns arranhões.
Ela já levava uma "tatuagem “no braço.

 

Tinha o resto da noite para decidir...naquela altura ainda
me passou pela cabeça ficar com ele.

 

Sabia que não era boa ideia...já tínhamos dois gatos no
apartamento e havia a hipótese de não o aceitarem. Ainda assim, não resisti e
liguei ao maridão:

 

-Tu não fazes ideia do que tenho ao colo...

 

-Ao colo?

 

-Um gatinho lindo fofo e tão frágil...

 

-Tu estás a ver se me dás a volta?

 

-Eu? Não, apenas estou a dizer-te que é tão fofinho e que se
a minha colega não ficar com ele vou ter de o colocar na rua ao frio.
Coitadinho...

 

-Tu és terrível...mas já viste...temos dois que além das
despesas, ainda nos condicionam a vida. E tu já imaginaste que a Maria e o Snoo
podem não o aceitarem?

 

Tinha de concordar com ele. Era uma loucura o que eu tinha
vontade de fazer.

 

O gatito ficou na caixa, enquanto nós fomos continuar as
nossas tarefas.

 

Numa dada altura vejo uma "coisita" a correr de um
lado para o outro. Quando tive a noção que era um rato fiquei arrepiada e com
vontade de fugir {#emotions_dlg.lol}.

 

Devo dizer que além de medo tenho nojo dos ratos.

 

Comecei logo aos saltinhos “ai um rato, ai um rato".

 

A minha colega dizia que não tinha medo, apenas lhe fazia
confusão a rapidez com que corriam.

 

Eu estava apavorada, embora aquela espécie não estivesse
propriamente perto de mim. Eu estava numa ponta do corredor e ele estava
noutra.

 

A minha colega tentava agarrar o rato com uma espécie de
vassoura e ele tentava trepar a parede. Felizmente que a parede estava
revestida com azulejos.

 

Cada vez que o rato saltava ela gritava (e não tinha medo!).
Agora imaginem o "filme", especialmente por ser de noite, estarmos
num Lar de idosos e quando eles supostamente estavam a dormir.

 

Além do medo e do nojo que eu sentia ainda conseguia pensar
nos velhotes. Se estivessem a ouvir aquele espectáculo iam achar que estávamos
a ser mortas por algum ladrão.

 

Entre gritarias, saltos e tentativas para o agarrar o "mostrengo
“decide dar uma corrida para onde eu estava.

 

Nem pensei duas vezes, atirei-me para o parapeito da janela
e apesar de até ser largo acabei por cair. Não demorei um segundo a levantar-me
e a atirar-me novamente para o parapeito.

 

Segundo a minha colega, o rato tinha passado por baixo de
mim milésimos de segundos antes de eu cair. Não quero nem imaginar o histerismo
que ia haver se eu caísse cima dele.

 

O "mostrengo “resolveu entrar num dos quartos. Naquela
atura aproveitei, apesar das dores do joelho subir para cima de uma cadeira,
enquanto a minha colega corria atrás do rato.

 

A utente acabou por acordar e ficou a olhar para as duas
malucas que gritavam. No quarto ao lado perguntavam o que se passava. A colega
dizia "não é nada, apenas um rato".

 

Apenas um rato? Aquilo era um rato louco, enfurecido e
nojento!

 

Finalmente ela tinha conseguido coloca-lo na rua.

Apesar da nodoa negra e das dores do joelho ainda deu para
muita risota.

 

Felizmente que não estávamos num primeiro andar, pois não
tenho duvida alguma que me teria atirado na mesma. E ai não seria apenas dores.

 

Nada melhor para acalmar do que fazer umas festas a
gatos...foi isso mesmo que fomos fazer.

 

Durante a noite a minha colega tinha decidido não ficar com
ele. Acabamos por o devolver a mãe.

 

Foi lindo de ver. Tantos mimos, lambidelas e miados!

 

Ah, apesar destes dois episódios nenhumas das tarefas
deixaram de ser feitas!

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Quarta-feira, 4 de Julho de 2012

 

 

A viagem de hoje para o trabalho foi feita a pé...gosto de o
fazer (talvez por o fazer poucas vezes).

 

São 20 minutos a andar, a pôr as ideias em ordem, a
acalmar-me (especialmente quando acordo com a "travadinha") e a
descontrair.

 

Era o que esperava quando sai de casa...infelizmente a
viagem fez-me ficar triste e deprimida.

 

É doloroso ver a minha cidade a morrer.

 

Moro numa das principais avenidas e embora já tivesse
reparado que várias lojas tinham fechado, só hoje as contei...8 lojas.

 

Em poucos meses fechou 1 banco, 2 lojas de roupa, 1 loja de
roupa de criança, 1 stander de automóveis, 1 Imobiliária, 1 loja de lingerie e
1 loja de decoração.

 

Pelo caminho fui encontrando muitas mais.

 

O centro da cidade...até dá pena

 

Não admira que se diga que o comércio morreu por aqui.

 

Infelizmente é o espelho do que se passa por esse Portugal
fora.

 

Que futuro teremos?


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publicado por momentosdisparatados às 21:33 | link do post | comentar | ver comentários (14) | favorito

Segunda-feira, 2 de Julho de 2012

 

Depois da viagem, que contei no post anterior achei que no
dia seguinte estaríamos a dormir até tarde.

 

Qual quê?

 

Acordamos à mesma hora, o que quer dizer que às 8 horas já estávamos
a tomar o pequeno almoço.

 

Depois de um mergulho no mar...perdão... da minha parte não
se pode considerar um mergulho é mais uma molhadela(a menina andou de lancha,
mas continua com medo do mar, ainda que não tenha ondas), fomos fazer uma
caminhada.

 

Já tinha dito ao maridão que tínhamos de ir ver as barracas
com o artesanato, mas se há coisa que ele não gosta de fazer é andar a pé, mas
também se há coisa que eu sei fazer é "dar-lhe a volta".

 

Não ficavam perto, mas caminhar à beira mar e mandar umas
mergulhos molhadelas até chegar lá tornava a coisa muito mais fácil.

 

 

O que não foi fácil foi arranjar paciência para "aturar
“os vendedores. Especialmente para pessoas como nós que gostamos de gostamos de
entrar numa loja barraca e estar a ver as coisas à vontade sem ser pressionada.

 

Ali...é impossível.

 

De inicio chega a ter graça, mas passar em frente a uma
barraca e o vendedor agarra na nossa mão elevarem-nos para dentro do
"estaminé" não é agradável.

 

Não posso dizer que tenham sido mal-educados, mas é uma
tortura constante. Ainda mais quando praticamente todas as barracas têm o mesmo
artigo.

 

De qualquer forma não deixou de ser engraçado, especialmente
quando conhecemos o vendedor João.

 

 O dialogo entre nós e
ele foi feito em "portunhol"  o
que quer dizer português misturado com espanhol.

 

Depois de termos passado por 3 "torturas" nas
barracas anteriores e estarmos a pensar voltar para trás aparece outro vendedor
a insistir para ir ver a barraca dele. Pergunta-nos de onde somos e o que se
passou a seguir é que não estávamos nada à espera.

 

-Portugal? Batatas com "bacalau" e Emanuel...

 

-Emanuel?

 

-Se elas querem um abraço ou um beijinho nós pimba, nós
pimba.

 

Desatamos a rir!

 

-Tu conheces o Emanuel?

 

-Si, si,"conhoço". Ele queria gravar um CD
comigo...não ter "dinero" para me pagar...3 "milhones" de dólares.

 

Só por aquela risota tinha valido a pena ir até lá.

 

Claro que não me deixou sair de lá sem comprar alguma coisa.

 

Vi uns brincos para a minha filha e perguntei o preço.

 

-40 dólares...

 

-40? (fiz o sinal que estava maluco)

 

-Quanto dás?

 

Andamos ali para trás e para a frente com valores e nenhum de
nós aceitava, até que acabei por dizer que ia embora.

 

-Ok, 10 dólares e dou-te um "regalito".

 

Ainda pensei " um regalito? Ainda me vais pedir
dinheiro por ele".

 

Apesar de sair de lá com uns brincos lindos por 10 dólares e
uma pulseira de oferta tenho a certeza que mesmo assim ainda fui enganada.

 

Provavelmente conseguia tirar aquilo por 5 dólares.

 


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