Segunda-feira, 9 de Julho de 2012

 

 

 

 

Não é hábito falar aqui do meu trabalho, mas não resisto de
contar como foi a ultima noite.

 

Eu e a minha colega íamos para a lavandaria quando vimos o
gatito bebé, da ultima ninhada.

 

Lindo e fofo...não fosse eu uma apaixonada por gatos{#emotions_dlg.inlove} .

 

A minha colega já andava com ideias de levar para casa um
gato, ora estava ali uma boa oportunidade.

 

A primeira ideia foi colocar no chão um pedaço de pão
embebido com leite à espera de ele vir comer. O espertalhão agarrou no pedaço
de pão e fugiu, isto depois de muitos avanços e recuos.

 

Segunda ideia: colocar uma taça com leite no corredor, abrir
a porta do salão que dá acesso ao corredor e quando o gatito estivesse a beber
uma de nós fechava a porta.

 

Resultou, apesar de ele ter ficado de tal forma assustado
que se atirava contra os vidros.

 

Depois de várias tentativas lá o consegui agarrar.

 

Se já estava apaixonada, mais fiquei quando ele sossegou no
meu colo.

 

Naquela altura a minha colega estava indecisa em relação a
levar o gato para casa. O medo dela tinha razão de ser, pois tem uma filhota
pequena e era bem possível que o gatito a presenteasse com alguns arranhões.
Ela já levava uma "tatuagem “no braço.

 

Tinha o resto da noite para decidir...naquela altura ainda
me passou pela cabeça ficar com ele.

 

Sabia que não era boa ideia...já tínhamos dois gatos no
apartamento e havia a hipótese de não o aceitarem. Ainda assim, não resisti e
liguei ao maridão:

 

-Tu não fazes ideia do que tenho ao colo...

 

-Ao colo?

 

-Um gatinho lindo fofo e tão frágil...

 

-Tu estás a ver se me dás a volta?

 

-Eu? Não, apenas estou a dizer-te que é tão fofinho e que se
a minha colega não ficar com ele vou ter de o colocar na rua ao frio.
Coitadinho...

 

-Tu és terrível...mas já viste...temos dois que além das
despesas, ainda nos condicionam a vida. E tu já imaginaste que a Maria e o Snoo
podem não o aceitarem?

 

Tinha de concordar com ele. Era uma loucura o que eu tinha
vontade de fazer.

 

O gatito ficou na caixa, enquanto nós fomos continuar as
nossas tarefas.

 

Numa dada altura vejo uma "coisita" a correr de um
lado para o outro. Quando tive a noção que era um rato fiquei arrepiada e com
vontade de fugir {#emotions_dlg.lol}.

 

Devo dizer que além de medo tenho nojo dos ratos.

 

Comecei logo aos saltinhos “ai um rato, ai um rato".

 

A minha colega dizia que não tinha medo, apenas lhe fazia
confusão a rapidez com que corriam.

 

Eu estava apavorada, embora aquela espécie não estivesse
propriamente perto de mim. Eu estava numa ponta do corredor e ele estava
noutra.

 

A minha colega tentava agarrar o rato com uma espécie de
vassoura e ele tentava trepar a parede. Felizmente que a parede estava
revestida com azulejos.

 

Cada vez que o rato saltava ela gritava (e não tinha medo!).
Agora imaginem o "filme", especialmente por ser de noite, estarmos
num Lar de idosos e quando eles supostamente estavam a dormir.

 

Além do medo e do nojo que eu sentia ainda conseguia pensar
nos velhotes. Se estivessem a ouvir aquele espectáculo iam achar que estávamos
a ser mortas por algum ladrão.

 

Entre gritarias, saltos e tentativas para o agarrar o "mostrengo
“decide dar uma corrida para onde eu estava.

 

Nem pensei duas vezes, atirei-me para o parapeito da janela
e apesar de até ser largo acabei por cair. Não demorei um segundo a levantar-me
e a atirar-me novamente para o parapeito.

 

Segundo a minha colega, o rato tinha passado por baixo de
mim milésimos de segundos antes de eu cair. Não quero nem imaginar o histerismo
que ia haver se eu caísse cima dele.

 

O "mostrengo “resolveu entrar num dos quartos. Naquela
atura aproveitei, apesar das dores do joelho subir para cima de uma cadeira,
enquanto a minha colega corria atrás do rato.

 

A utente acabou por acordar e ficou a olhar para as duas
malucas que gritavam. No quarto ao lado perguntavam o que se passava. A colega
dizia "não é nada, apenas um rato".

 

Apenas um rato? Aquilo era um rato louco, enfurecido e
nojento!

 

Finalmente ela tinha conseguido coloca-lo na rua.

Apesar da nodoa negra e das dores do joelho ainda deu para
muita risota.

 

Felizmente que não estávamos num primeiro andar, pois não
tenho duvida alguma que me teria atirado na mesma. E ai não seria apenas dores.

 

Nada melhor para acalmar do que fazer umas festas a
gatos...foi isso mesmo que fomos fazer.

 

Durante a noite a minha colega tinha decidido não ficar com
ele. Acabamos por o devolver a mãe.

 

Foi lindo de ver. Tantos mimos, lambidelas e miados!

 

Ah, apesar destes dois episódios nenhumas das tarefas
deixaram de ser feitas!

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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publicado por momentosdisparatados às 17:00 | link do post | comentar | favorito

24 comentários:
De raio-de-luar a 10 de Julho de 2012 às 10:24
Noite agitada, realmente.
Estratégia para adoptar um novo gato quando já há gatos em casa: fechar o novo elemento numa divisão durante 3 a 4 dias. Pode ser que nem seja preciso tanto. Quando se vai lá dentro tratar do bichinho deixar os outros espreitarem à porta, deixar os outros cheirarem-nos quando sairmos e deixar que andem ali de volta da porta. 3 dias depois solta-se o bichinho novo e os outros já estão familiarizados com o cheiro dele, já o aceitam.
Depois há a forma radical: largar o bebé às feras. O que vai haver são bufadelas e dois ou 3 dias de gatos mal dispostos e ciumentos. Depois passa e não vivem uns sem os outros. Até porque o pequenino também tem de conquistar o seu lugar.
:)
Os gatos são muito territoriais. Estranham um elemento novo no seu território. Mas quando se apercebem que é pra ficar, passa a fazer parte do grupo. E quem sabe a fêmea não fica com o instinto maternal desperto ;)
Quando levei o Preto de volta a casa foram 3 dias em que os outros andaram amuados. Passou-lhes e depois foi vê-los a brincar, a comer juntos, a dormir todos enroscados uns nos outros. Sem medos, a sério!


De momentosdisparatados a 11 de Julho de 2012 às 13:09
Tenho de ser realista...não posso e não devo ficar com mais nenhum gato.
Se morasse numa casa era diferente, mas num apartamento é complicado.
Já para não falar na despesa.
Fiquei tristepora minha colega não o levar, mas entendo as razões.
Beijinho


De *Márcia S.* a 10 de Julho de 2012 às 18:43
Olá, boa tarde! :)
Bem, venho visitar o seu blog, pois fiquei contente por ter visitado e comentado o meu, e desde já agradeço o carinho.
O meu relacionamento com a família já esteve muito pior, quando digo família refiro-me a familiares próximos como pais e irmã No entanto, o primeiro post que fiz no blog, já tinha sido escrito á algum tempo, apenas o publiquei naquele dia porque o copiei de um blog meu antigo. Como já era um post de apresentação eu resolvi transporta-lo para o novo blog que criei. Já passaram uns bons meses desde que o texto foi produzido por mim e posso dizer que a minha relação com a família próxima está melhor, muito melhor do que na altura em que escrevi o texto. No entanto existem sempre "choques" de personalidades... :)

Quanto ao meu post sobre o capitulo amoroso, irei colocar a continuação brevemente, até porque existe muito para contar sobre mim.
Volte sempre ao meu blog, será sempre bem vinda! Irei dar uma vista de olhos pelo seu.

Uma boa semana.


De momentosdisparatados a 11 de Julho de 2012 às 14:11
Felizmente que as coisas estão melhores por ai.
Esses "choques"são normais.. cá em casa também existem. Por vezes eu e a minha filha parecemos cão e gato.
Já passei por lá, mas não tive oportunidade para fazer um comentario.
Beijinho


De *Márcia S.* a 11 de Julho de 2012 às 18:40
Claro, é normal existirem sempre momentos bons.
Não faz mal, eu nunca pensei que naquele blog iria ter comentários, já foi muito bom ver que alguém passou por lá e comentou.

Obrigada!


De imagensdaminhadimensao a 10 de Julho de 2012 às 22:05
Eu já tive duas gatinhas eram uma ternura e quando morreram tive um grande desgosto,tenho conseguido resistir a ter gatitos,agora tenho um passarito tagarela e reguilo é um mandarim.Mas foste uma mulher de coragem depois de tanto corre corre não levares o bichano,mas foi melhor os outros já têm o seu território e podiam não o aceitaria dar problema.Boa semana bjs


De imagensdaminhadimensao a 10 de Julho de 2012 às 22:11
Obrigado pela visita é sempre com simpatia que leio os seus comentários.Até sempre.


De momentosdisparatados a 11 de Julho de 2012 às 14:08
Tive tanta pena do gatito.. mas tenho deserrealista.
Não podemos ter tudo o que queremos.
Se acontecer alguma coisa aos meus vai ser um sofrimento enorme...para nós os três.
Beijinho


De Jorge Soares a 10 de Julho de 2012 às 22:10
Juro que passei o post todo à espera que o gato aparecesse e resolvesse a situação.

Mas afinal onde estava o gato?

Beko post

Jorge


De momentosdisparatados a 11 de Julho de 2012 às 14:06
Oh Jorge o gatito estava dentro de uma caixa.
Coitadito, acho que não conseguia apanhar o rato...é tão pequenino e indefeso.
E mais...quem é que ia buscar o gato?
A minha colega tinha de tomar conta do rato para não fugir e eu era incapaz de me mexer.
Uma boa semana


De Butterfly a 12 de Julho de 2012 às 02:02
Andas ausente :( aiaiai


De momentosdisparatados a 12 de Julho de 2012 às 09:28
Isto de vir de ferias e voltar ao mundo "real" não é nada facil.
Parece que o tempo ficou menor, ou então tenho mais coisas para fazer.
Entretanto, espero eu, fico organizadinha.
Beijinho


De Existe um Olhar a 15 de Julho de 2012 às 11:10
De tão bem descrita esta cena levou-me a imaginar todo o alarido e a tua cara assustada. Sempre pensei que o gato apanhasse o rato, mas já li aqui que era muito pequenino.
Se há animal que gostava de ter em casa era mesmo um gato, mas a vida não o permite, as constantes ausências impedem-me de deixar um bichinho sozinho em casa mesmo que fosse por pouco tempo.

Beijos
Manu


De momentosdisparatados a 15 de Julho de 2012 às 17:37
Eu tenho dois e cá em casa ninguém se imagina viver sem eles.
Ainda hoje o maridão me dizia " Imagino a nossa vida a viajar muito e a acabar a vivermos numa casa no Alentejo ".
A minha resposta foi "seria perfeito, mas com muitos gatos e cães".
Adoramos animais e adoramos o Alentejo , portanto seria perfeito.
Bom domingo


De luadoceu a 15 de Julho de 2012 às 14:55
Uma aventura
Uma aventura
É uma tentação termos sempre animais a nossa volta
mas nem sempre estamos condicionados e a te los,por diversos motivos,mas prontos
Correu bem no final


De momentosdisparatados a 15 de Julho de 2012 às 17:39
Tirando duas grandes nódoas negras nos joelhos pode dizer-se que correu bem.
Beijinho


De RM a 16 de Julho de 2012 às 15:40
Ahahah diverti-me tanto ao ler esta história hehe tadinho do gatinho... mas lá ficou ele com a mãe!


De momentosdisparatados a 19 de Julho de 2012 às 23:28
Essa foi a parte boa.
Beijinho


De alzheimerdepapie a 17 de Julho de 2012 às 10:06
Mas que história, um gato e um rato:) Tom e o Jerry.
Eu também não gosto nada de ratos, e também ficava aos gritos numa situação destas :)
Beijinhos


De momentosdisparatados a 19 de Julho de 2012 às 23:27
Coincidências ...logo na mesma noite.
Beijinho


De Marta M a 17 de Julho de 2012 às 22:24
Amiga.
Já tinha tantas saudades destas tuas peripécias ;)
Vim aqui rapidamente e adorei a tua aventura.
Também eu tenho nojo desses animais ;/ e posso não gritar,mas corro :)
Um abraço
Marta M


De momentosdisparatados a 19 de Julho de 2012 às 23:27
Obrigado Marta.
Foi uma aventura e pêras.
Beijinho


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