Quinta-feira, 1 de Março de 2012

Em conversa com algumas colegas falávamos do namoros dos filhos, quando soube que uma das filhas de uma colega já não namorava. Não que isso tenha algum mal ou que seja algo de extraordinário, mas soube de algo que me deixou a pensar.

Ora a jovem(maior de idade, mas muito jovem) namorava com um rapaz com deficiência motora e a certa altura comprou um carro em nome do namorado, certamente para ir buscar alguns benefícios.

Segundo a minha colega, a filha ia pagando ao namorado e agora que o namoro acabou ia continuar a fazer a mesma coisa, já que ele não estava interessado em ficar com o carro.

Ora a minha cabecita começou logo a pensar...e se a jovem fica sem emprego e não consegue pagar o carro?

Claro que vai sobrar para o ex. e ele terá de continuar a pagar o carro.

E se o ex. começar a namorar com outra e pensem em casar ou viverem juntos?

Provavelmente este acto irreflectido irá trazer algumas zangas.

E se ele pensar em comprar um carro para ele?

Será que consegue, visto já  ter, supostamente um empréstimo para o outro carro?

Claro que eu não estou imune a que algo do genero aconteça com a minha filha, mas uma coisa é certa jamais a iria apoiar numa tomada de decisão destas.

Este caso fez-me lembrar de um outro, quando trabalhei numa imobiliária.

Um casal comprou uma casa através de um empréstimo em nome do filho. Naquela altura era fácil contornar as situações(não é de admirar que este país tenha chegado ao ponto que chegou) e o banco aprovava créditos a pessoas mesmo que ganhassem pouco, desde que tivessem fiadores. Neste caso, os pais do jovem eram os fiadores, logo de uma maneira ou de outra teria de pagar.

Mas o problema ( isto na minha cabeça) é que tinham outra filha mais nova. Ora imaginemos um trágico cenário: os pais morriam e quem iria herdar a casa era o filho mais velho. já que estava em nome dele, logo a irmã iria ser prejudicada.

Outro cenario: O jovem casa ou vai viver junto com outra pessoa e decide comprar casa.

Claro que não pode, pois já tem um empréstimo em nome dele embora seja a casa dos pais.

Sempre fui muito ponderada ao tomar certas decisões, especialmente quando se refere a empréstimos e dinheiro.

Muitas vezes em conversa coma  minha filha digo-lhe " filha, o divorcio é uma coisa muito fácil de se realizar, o problema a grande maioria das vezes são as dividas contraídas com empréstimos".

Não lhe digo isto para que nunca case ou que nunca faça um emprestimo, apenas lho digo para que pense antes de se meter nas coisa.

Muitas vezes os jovens e não só, pensam que é tudo facilidades, mas o dia a dia de um adulto responsável não é nada fácil.

 

 

 

 

 

 


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publicado por momentosdisparatados às 14:38 | link do post | comentar | favorito

27 comentários:
De Fátima Soares a 1 de Março de 2012 às 15:04
Querida amiga que excelente post . Adorei! É verdade como se chegou neste país a isto pelo facilitismo que houve mas se todos ponderassem um pouco, já não digo em tudo que aqui dizes mas na maior parte isto estava melhor. Mas é muito bom aconselharmos os filhos porque só queremos o melhor para eles e que não sofram por vezes o que já passamos e está tudo tão difícil e cada vez pior para nós, mas muito, muito mais para eles. Obrigada minha querida pela tua amizade e pela presença sempre linda e doce com que me comentas e me incentivas. Obrigada de coração. Um beijinho muito doce e um abraço apertado com muito carrinho também e amizade forte. Bom resto de semana


De momentosdisparatados a 11 de Março de 2012 às 22:53
Fátima desculpe a demora na resposta, mas o tempo não dá para tudo.
Quanto ao post , é o que acontece a muita gente...não ponderam as tomadas de decisão.
Beijinho


De Margot a 1 de Março de 2012 às 15:07
Nem sabes como compeendo o teu ponto de vista. Eu já casei e já me divorciei e já estou noiva outra vez, mas nunca pedi nenhum empréstimo e só de pensar nisso, fico com borboletas na barriga e um peso nos ombros.
É tudo muito bonito quando somos namorados/amigos/um casal; mas as coisas mudam e não podemos achar que tudo vai ser cor de rosa para sempre (por muito que o desejemos).
Conheço várias histórias de casamentos absolutamente terminados, mas onde os casais continuam a viver juntos por causa dos empréstimos da casa e das discussões de quem fica com o quê e a pagar quanto. As pessoas devem pensar nas situações a longo prazo e tentarem sempre salvaguardar-se...


De momentosdisparatados a 11 de Março de 2012 às 22:55
Também eu Margot conheço alguns casos que se mantem juntos apenas pelas dividas.
Claroq ue por vezes temos de as fazer se não nunca se compram as coisas de maior valor, mas tem de ser muito ponderadas.
Tento passar esta educação para a minha filha.
Beijinho


De marta-omeucanto a 1 de Março de 2012 às 15:11
Concordo plenamente! Quando me pensei em divorciar, aquilo que mais me preocupava, enquanto aguardava que se concretizasse, era ter que pagar eventuais dívidas contraídas pelo meu ex!
E sempre recusei contrair empréstimos como 2ª titular dele, por prevenção. Quando me meto num crédito, ou tenho a certeza que o posso pagar, ou não o peço.
E se não gosto que me metam em confusões, também não gosto de pôr os outros.
Isto do amor é tudo muito bonito enquanto dura, mas depois, mais vale prevalecer a máxima "Amor, amor, negócios à parte"!


De momentosdisparatados a 11 de Março de 2012 às 22:56
Infelizmente a grande maioria das pessoas não pensam. Beijinho


De badmary a 1 de Março de 2012 às 15:52
Concordo ctg e acho que assumir compromissos monetários em relações pouco estáveis pode trazer dissabores.
No entanto tb acho que não se pode desconfiar continuamente do futuro da relação, sob pena de lhe poder cortar qq tipo de pernas que ela pudesse ter para andar.
Acho que com conta, peso e medida, os investimentos a dois são salutares para que ambos sintam que estão a investir em algo dos dois e para os dois.
Quanto ao caso dos pais que enunciaste, enfim, não me pareceu uma boa jogada, mas eu confesso que sou um pouco alérgica ao ponto de vista que diz que os pais têm que dividir tudo equitativamente pelos filhos. Eu, por exemplo, tenho um nível de vida superior ao da minha irmã e por isso acho perfeitamente normal os meus pais ajudarem-na mais a ela (e até acho que podiam ajudar mais).
beijinho


De momentosdisparatados a 11 de Março de 2012 às 23:04
Sim, também não sou totalmente contra os empréstimos também já comprei casa com ajuda ao credito, mas tudo pensado e ainda assim quando o juros começaram a subir decidimos colocar a casa à venda.
Falo das pessoas que acham tudo muito fácil e fazem as coisas sem pensar.
Quanto aos pais ajudarem os filhos, quando podem, concordo contigo em ajudarem quem mais precisa. Beijinho


De Rosinda a 1 de Março de 2012 às 18:35
Complicado... pois quando estamos apaixonados não pensamos em nada disso!
Se ouver entendimento tudo se resolve, mas... há sempre um mas.
Beijinho


De golimix a 1 de Março de 2012 às 22:14
São os grandes "SE" e os "MAS" da vida....

bom fim de semana


De momentosdisparatados a 11 de Março de 2012 às 23:04
O problema são os "mas".
Beijinho


De Miss Pepper a 1 de Março de 2012 às 20:28
temos que ser muito racionais e precavidos no que concerne a estas questões económicas, em tudo que envolva dinheiros. É que ninguém sabe o dia de amanhã e hoje está tudo bem mas e amanhã?
Há muitas pessoas a fazer grandes asneiras e depois caiem em desgraça porque não pensaram um bocadinho.

Beijocas


De momentosdisparatados a 11 de Março de 2012 às 23:05
Mesmo pensando bem as coisas podem correr mal, então quando não se pensam sai asneira.
Beijinho


De Monóloga a 1 de Março de 2012 às 21:17
olá! bom conselho para se dar a uma filha... nunca se sabe o dia de amanhã. mas ás vezes não dá para fugir aos empréstimos, especialmente quando não se tem a ajuda dos pais...
beijinhos


De momentosdisparatados a 11 de Março de 2012 às 23:07
Sim, sim, eu também não sou totalmente contra aos empréstimos , sou contra as pessoas não pensarem bem antes de tomarem grandes decisões.
E mesmo assim por vezes as coisas correm mal.
Beijnho


De Caminhando... a 1 de Março de 2012 às 22:44
Venho deixar-te um beijinho e votos de feliz final de semana!


De momentosdisparatados a 11 de Março de 2012 às 23:08
Oh, Joana desculpa a demora para te retribuir o beijinho.


De Lynce a 1 de Março de 2012 às 22:47
Segundo julgo ter percebido, por causa de um acto irreflectido pode estar aí uma grande chatice...As pessoas, muitas vezes, tomam decisões precipitadas e não pensam nas consequencias que essas decisões podem trazer... Enfim, é a vida.


De momentosdisparatados a 11 de Março de 2012 às 23:09
Bem me parece que sim.
Beijinho


De raio-de-luar a 1 de Março de 2012 às 23:32
Excelente reflexão.
Aproveito para partilhar dois exemplos. Quando os meus pais se divorciaram, não havia dívidas nem empréstimos, mas há uma casa, casa essa em nome do meu pai (vá, casal) construída num terreno em nome minha mãe porque o meu avô só deu o terreno se ficasse só em nome dela, e antes podia-se construir nessas circunstancias. Resultado: casa tem um valor, casa com terreno tem outro. Casa é dos dois, terreno é só de um. Solução que se lembraram na altura: como sou filha única passavam pra meu nome. Problema 1: e depois eu tinha de escolher que podia ter usufruto da casa, mãe ou pai?! Não me parece. Problema 2: eu que queria era sair daquela família de doidos e arranjar o meu cantinho, se ficasse proprietária de uma casa teria dificuldades num crédito habitação porque seria considerada 2ª habitação. Disse que não e a situação ainda está por resolver.
Entretanto nós quando andavamos a tratar do nosso crédito habitação vimo-nos à rasca porque o menino tinha o empréstimo do carro e tinha um crédito pessoal que na verdade era da mãe que pediu dinheiro para dar à filha, mas o dito crédito estava em nome dele e não nos estavam a querer aprovar o crédito sem fiadores por causa da taxa de esforço dele. Felizmente conseguimos resolver essa situação e conseguimos o crédito sem fiança.
Se é complicado quando se é um casal porque não se sabe o dia de amanhã, mais complicado é quando se fazem favores destes aos outros e mais cedo ou mais tarde dá problemas e chatices das grandes a nós mesmos.
Há que pensar muito antes de se tomarem destas decisões. Eu não me arrependo nada de ter dito que não aos meus pais. Iam sobrar problemas atrás de problemas para mim. Irra!


De momentosdisparatados a 11 de Março de 2012 às 23:11
Pois antigamente as coisas ainda eram estranhas no que se refere às casas e terrenos.
Ora ainda bem que tomaste essa decisão.
Dois exemplos bem reais. Beijinho


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